Deliciosa mistura de água e sólidos solúveis, extraídos dos grãos de café torrados e moídos. Seu sabor varia dependendo da quantidade, qualidade e características de cada ingrediente. Segundo a Associação Brasileira da Industria de Café (Abic) a proporção deve ser de 80g de pó de café para 1 litro de água. Mas, como cada pessoa possui um gosto próprio, é interessante testar diferentes proporções até chegar ao perfil sensorial do café que mais lhe agrade.
A importância da escolha dos grãos de café.
A utilização de grãos de alta qualidade é fundamental para que se obtenha um café com coloração, consistência, aroma e sabor característicos, ou seja, com qualidade sensorial. Para entender as características específicas de cada café é preciso levar em conta:

A origem e a torra

Origem: região produtora, espécie, variedade, processo produtivo, certificações e benefício; e

Torra: momento crucial e peculiar a cada grão. O ponto certo da torra é a garantia da preservação da qualidade dos grãos.  Grãos de alta qualidade demandam um ponto de torra médio, que potencializa o perfil sensorial e preserva os óleos essenciais, garantindo aos grãos tons achocolatados. Já os grãos de qualidade inferior demandam um processo de torra muito intenso, muitas vezes com a intensão de disfarçar alguns defeitos, dando aos grãos tons extremamente escuros e oleosos.

Independentemente do método de preparo, é recomendado o uso do café com torra fresca, de três até quinze dias. Isto porque, quanto mais recente for a data da torra, maior será a quantidade de compostos voláteis presentes no grão de café.

A origem e a torra influenciam na formação do perfil sensorial, que geralmente é diagnosticado por provadores profissionais. Assim, as características de aroma e sabor presentes em cafés de alta qualidade, ou especiais, são agradáveis e desejáveis, surpreendendo, muitas vezes, o paladar dos mais exigentes apreciadores da bebida.

Por fim, deve-se levar em conta a embalagem. As opacas, valvuladas, bem lacradas e que contem pequenas quantidades, preservam as qualidades do café. É importante, também, que se observe as informações nela contidas.  Marcas de cafés de alta qualidade se preocupam em informar os aspectos como: origem, processo produtivo e certificações.

Hoje contamos com vários tipos de moinho desde os manuais até aqueles com capacidade industrial. O uso de um moinho preciso, com possibilidade de ajuste, permite diversificar a moagem de acordo com o método escolhido para o preparo do café.
A moagem, em linhas gerais, é o processamento do grão de café em partículas, cujo tamanho e espessura variam dos perfis pulverizados aos extras grossos, semelhante ao açúcar demerara. Por isso se diz que a granulometria influencia diretamente no tempo de extração: quanto menor a partícula, moagem fina, mais lenta a extração, quanto maior, moagem grossa, mais rápida a extração. A quantidade de pó de café também interfere no tempo de extração. Assim, quando se usa uma quantidade maior de pó, deve-se optar pela moagem grossa.

Sendo a água a maior parte da bebida de café, sua escolha, qualidade e origem, é tão importante quanto a escolha dos grãos. Ela deve ser filtrada, isenta de odores e resíduos químicos. Sua temperatura ideal, para uma boa extração, deve ser em torno de 90°C. Lembrando que ela perde qualidade quando permanece em ebulição por muito tempo.

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