O trilhas & Sabores, além de mostrar as maravilhosas receitas dos seus Chefs, no Brasil e no mundo, optou, também, por entrevistá-los a fim de  conhecer  melhor o lado pessoal de cada um, explorando as suas raízes, a sua trajetória, as suas  inspirações e paixões pela cozinha. E o primeiro entrevistado é o Chef Diego Koppe 

Você tem algum livro de receitas de família? Qual a receita que mais lhe marcou?

Chef Diego Koppe… Tenho sim. Tenho dois cadernos. Um da minha vó e um que é meu. Todo dia anoto uma receita diferente ou nova.A receita que mais me marcou, é a receita do espaguete com ervilha que minha vó fazia.

Qual é o tempero que deixa sua assinatura?

Chef Diego Koppe… Cumaru.

 

Das suas receitas, qual você acha que envolve mais seus clientes e eles se entregam ao paladar?

Chef Diego Koppe… Tenho algumas receitas que meus clientes amavam quando eu tinha o Babel.

Um Risoto de Frutos do Mar, chamado Risoto al Mare.

Um espaguete com frutos do mar, massa fresca, feita no restaurante, com frutos do mar, chamava Espaguete alla Guitarra.

Filé com molho de gorgonzola.

Do ponto de vista de Chef, como você se descreve? Inspiração, motivação e criatividade.

Chef Diego Koppe… Como Chefe, eu me descrevo como calmo, planejador e minha criatividade vem dos 70.000 km rodados pelo Brasil e de ter conhecido 2 países muito bem.

Morei nos Estados Unidos e na Itália.

Curiosidade: qual prato/ingrediente que você não come de jeito nenhum?

Chef Diego Koppe… Figado. Não consigo comer fígado.

Conte um pouco sobre a sua memória afetiva com a culinária. Quem te inspirou a seguir a carreira?

Chef Diego Koppe…  Minha história é um pouco longa, mas vou resumir.

Nasci em Brasília e por conta das viagens constantes do meu pai, funcionário público, passava férias com minha avó, descendente de italianos, que morava no Rio Grande do Sul. O perfume da cozinha dela permanece comigo até hoje. Inesquecível! O sabor dos biscoitos de nata, do espaguete com ervilhas e do tortei de abóbora com bacon me acompanham, são únicos. Foi com ela que comecei a trilhar por esse universo de sensações e sabores.

Aos 13 anos, decidi que queria estar e trabalhar na cozinha. Minha escolha não foi aprovada por meu pai, cujo desejo era que eu tivesse uma carreira estável no funcionalismo público. Por isso, não me surpreendi quando ele pediu ao meu primeiro empregador, seu amigo, que me fizesse sofrer bastante. Na época, com 14 anos, realmente sofri bastante. Passei três meses na pia, lavando montanhas de louça e substituindo algumas pessoas na cozinha, quando faltavam.

Três meses depois meu chefe falou para o meu pai: “Ele não vai desistir e preciso dizer-lhe que ele é talentoso e tem futuro brilhante nessa área”. Aos 15 anos de idade, eu era o chef titular de cozinha do restaurante.

Mas meu pai não desistiu e conseguiu que eu prestasse um concurso público. Fui aprovado. Passei para escrivão e consegui ficar naquele trabalho por seis meses. Quando decidi abandonar o emprego e a convite de uma instituição de ensino superior de Brasília, montei o curso de Gastronomia e viajei para Itália, com o objetivo de aperfeiçoar meus conhecimentos.

Foram anos de muito trabalho e busca de conhecimentos. Dos quais não me arrependo. Trabalho muitas horas por dia e se alguém me convidar para ir ao cinema, num final de semana, por exemplo, e pintar um compromisso, largo tudo pela cozinha.

Um pouco mais sobre o Chef Diego Koppe

Cursou Administração, com foco no mercado gastronômico.  Formado foi convidado para participar da equipe do Curso de Gastronomia do IESB (Instituto de Educação Superior de Brasília), lecionando. Depois foi para a Itália, onde teve a oportunidade de se tornar o melhor naquilo que ama fazer, e faz muito bem, a verdadeira arte da cozinha. Tornou-se membro da Federazione Italiana Cuochi (Federação Italiana de Cozinheiros) e da Italian Culinary Institute for Foreigners (Instituto Italiano de Culinária para Estrangeiros). E especializou – se em Gestão de Custos e Finanças.

Na Itália, sua consultoria rendeu uma estrela Michelin para o Cha Veggia by Mussoni, na cidade de Salice Terni.

Em 2012, sua consultoria na área de gestão financeira, com cursos de administração de custos e marketing voltado tanto para chef´s como para gerentes e empresários, lhe rendeu dois prêmios importantes como Empreendedor do Ano e Profissional do Ano – categoria Gastronomia.

Em Brasília, o Paradiso Cine Bar, aberto em agosto de 2013, é um empreendimento que colheu frutos através do seu trabalho. Adaptando o conceito do restaurante para o cardápio, criou pratos baseados em nomes de filmes e programas de TV mundialmente conhecidos. Ao todo 42 criações que encantam clientes amantes da comida e cinema.

Hoje, ele e o Chef Sylvão têm um canal no you tube, Cozinheiros na Estrada, cujo objetivo é viajar de moto pelas estradas brasileiras, preparando pratos com os produtos e insumos encontrados nas estradas, usando apenas a wok e o fogareiro a gás e, quando possível, a brasa. Cozinhando do jeito que dá. Os  vídeos são produzidos usando apenas duas câmeras portáteis e algumas estáticas para detalhar a preparação dos pratos.

 

 

 

 

 

 

 

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Victor Calmon

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