Fiquei tão apaixonada com esse vídeo que a Katlen gravou pra gente!! Veja de novo… e de novo!! Ela é uma grande estudiosa dos vinhos e que divide de seus conhecimentos com a gente hoje (na verdade ela divide sempre). Então, vou aproveitar o que ela trouxe nesse vídeo para falar sobre uma coisinha que algumas pessoas acabam fazendo confusão.

Katlen Ignatowska é juiz internacional em qualificação de vinhos IWTO/FISAR, sommelier pela AIS (Associazione Itliana Sommelier), embaixador da Academia de Vinhos de Portugal pela “Vinhos de Portugal”, certificada em vinhos de Rioja pelo “Consejo regulador DOCa Rioja” e certificada Wset3.
Desde 1999 atuando na área de formação e qualificação educacional em vinhos, trade e eventos relacionados e na colaboração com alguns jornais especializados em vinhos e turismo.
Atualmente está a frente da italiaplus.com.br que é especializada no desenvolvimento, distribuição e representação de vinhos para todo o Brasil e, presta consultoria para o site plataforma100.com

Ela disse que o vinho Italiano é sempre ligado ao território, ou … quase sempre o nome do vinho é o nome do território (descrito na etiqueta).

O sistema italiano que determina como rotular as garrafas é baseado na região de produção. Por lá, a ideia predominante é a de que os vinhos refletem o terroir da região onde as uvas foram cultivadas.

Os vinhos italianos são divididos em quatro classificações:

  • DOCG – Denominação de Origem Controlada e Garantida = são de guarda e possuem regulamentação mais rígida. Cada garrafa traz uma etiqueta de cor rosa, de acordo com o padrão do governo italiano, lacrando a rolha.
  • DOC – Denominação de Origem Controlada = Esses vinhos são cercados de normas, como restrições de uvas que podem ser produzidas na região, lucratividade produtiva, graduação de álcool e prática de vinificação.
  • IGT – Indicação Geográfica Típica = Os rótulos trazem a indicação da área geográfica a que pertencem, o tipo de uva e a safra. Ex. Região do Veneto, uva Chardonnay, safra 2016.
  • VINO DE TÁVOLA = são os vinhos mais simples, não podem ter descrito nada em sua garrafa, somente se é tinto, branco, rosé ou espumoso (como dizem por lá).

Mas porque estamos falando sobre isso?

Porque uma coisa que as pessoas as vezes confundem e eu também já confundi é que alguns nomes como Barolo, Barbaresco, Langhe, Asti, Alba, Gavi e Brunello de Montalcino são nomes de uvas…. não… não são nomes de uvas… estes são nomes de lugares.
Então vamos falar um pouquinho das uvas e seus lugares….
Umas das uvas citadas no vídeo é a Sangiovese… cultivada (também) na famosa Toscana italiana, palco de filmes lindos… sou muito apaixonada.
Sangiovese é uma das uvas mais plantadas e que produz grandes exemplares de vinhos, entre eles o Super Toscanos – famosos e caríssimos.
É também a principal uva utilizada nos vinhos Chianti, Brunello di Montalcino, Rosso di Montalcino.
Mas Itália não se resume só a Toscana… o Piemonte também é uma região cheia de histórias, região rica e desenvolvida.
Tem as uvas tintas – Nebbiolo (uma grande uva), Barbera, Dolcetto, Bonarda; e as uvas brancas Moscato, Arneis e Cortese.
Nossa, pra alguns esses nomes parecem novidade? Então vou explicar um pouquinho. Essas são as principais uvas do Piemonte, mas vou destacar a Nebbiolo.
A Nebbiolo é um ícone – o nome vem Nebbia = neblina – e isso diz muito sobre o vinho, porque com o clima muito frio, a produção ainda jovem entrega vinhos que são muito ácidos, tânicos e tem corpo médio, por isso, quanto mais tempo se dá a esse vinho, mais equilibrado ele fica. São vinhos de longa guarda.

Então vou listar aqui alguns dos vinhos da Itália que eu também ainda quero provar:

1. Brunello de Montalcino (Toscana)
2. Vin Santo (Toscana) – vinho de sobremesa que sou super curiosa e que disputa com os franceses e os húngaros a preferencia dos apreciadores.
3. Franciacorta (Lombardia) – é o espumante italiano mais glamoroso.
4. Barbaresco (Piemonte) – a realeza dos vinhos.
5. Chianti (Toscana) – imagina este com um queijo Pecorino da Toscana, lá na Toscana!
6. Valpolicella Ripasso (Vêneto) – adoro uvas appasitadas. Deixam o vinho vibrante, aromático, elegante e sensual.
7. Amarone Della Valpolicella (Vêneto) – também de uvas appasitadas um ponto a mais que seu “irmão” Valpolicella.
8. Sagrantino di Montefalco (Umbria) – só ouvi falar… dizem que é uma experiencia fantástica.
9. Barolo (Piemonte) – feito da uva Nebbiolo, um vinho longevo, cheio de estrutura. Esse nome me lembra Itália, me lembra História.

Então é isso, por hoje vocês ficam com a sugestão de três desses grandes rótulos pela nossa Master Katlen Ignatowska e espero que tenham gostado de conhecer alguns estilos de vinhos italianos. E se já provou deles, conta pra gente, rsrs… e se não… tá aí as sugestões da Katlen é só falar com ela.
Saúde Enoamigos!!

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Adriana de Abreu
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