Foi na Provence, França, que o vinho rosé surgiu pela primeira vez. Isso há, mais ou menos, 2.600 anos. São os vinhedos mais antigos da França. Entretanto, nós brasileiros, aprendemos a tomar vinho rosé com os portugueses – Mateus Rosé, Casal Garcia e Lancer’s – na segunda metade do século XX.  Vinhos despretensiosos que acompanhavam muito bem as refeições em família. É verdade que existia também o francês Rosé d’Anjou, por sinal, um sucesso.

Os tempos mudaram e os produtores de vinhos rosés não se adaptaram. O que era prazeroso em 1970 tornou-se sinônimo de mal gosto em 1990 e o vinho rosé quase desapareceu.

Felizmente, deu a volta por cima, e reconquistou o seu espaço. Afinal, como bem dizem os franceses, viva a diferença, a diversidade. E, no mundo dos vinhos, o rosé deve ser respeitado. Afinal ele representa um estado de espírito, um estilo de vida

Características

Os vinhos rosés – por   agregarem qualidades dos vinhos brancos, como a acidez, com qualidades dos vinhos tintos, como a estrutura aromática – são uma excelente alternativa aos vinhos brancos e tintos.   São vinhos bastante versáteis, que combinam com as temperaturas altas predominantes no nosso país, principalmente no verão.

Sua cor vai da pérola ao salmão, passando pelas várias tonalidades de rosa, até o rubi claro ou “claret”. Os aromas principais são de frutas vermelhas frescas (morango, cereja, framboesa e cassis), florais (violeta), frutas secas (tâmaras), algum mineral e especiarias.

Frescos e ácidos, com bom equilíbrio com o álcool e, no máximo, com corpo médio, devem ser servidos a temperatura de 12 graus. Combinam com inúmeros pratos, desde um simples churrasco bovino ou uma peixada, passando pelas saladas com frutas e queijos, frutos do mar e pela paella.

Principais Regiões

Hoje, os vinhos rosés são produzidos nas mais variadas regiões do mundo, com destaque para:

Provence – Principais uvas: Grenache, Cinsault e Mourvedre.

Rhône – O sul da Côtes du Rhône (AOC Tavel), principais uvas: Grenache, Cinsault e Mourvedre.

Rioja – Principais uvas: Garnacham Tempranillo e Merlot.

Portugal –Principal uva: Touriga Nacional.

Itália – A Toscana e o Alto Ádige são as melhores regiões produtoras. Principais uvas: Sangiovese, Moscato Rosa e Langrein.

Chile – Principal uva: Cabernet Sauvignon.

Argentina – Principal uva: Malbec.

 

Principais Métodos de Vinificação

Método de prensagem direta

As uvas tintas são prensadas delicadamente permitindo que o mosto seja levemente colorido pelos pigmentos das cascas. Depois, ele segue para fermentação em branco, ou seja, sem as cascas. Costuma resultar em vinhos delicados e de cores muito claras.

Método de maceração curta

O mais utilizado. Segue a forma de produção dos tintos, porém, as cascas ficam em contato com o mosto por curto período de tempo, horas geralmente. Esse processo pode ocorrer antes da fermentação (maceração pré-fermentativa) ou durante a fermentação, com as cascas sendo, então, separadas do mosto que segue com a fermentação em branco.

Método de sangria

Também aqui as uvas tintas seguem o processo de produção de vinhos tintos. Porém, após certo período de maceração com o líquido tendo atingido uma coloração rosada, parte do mosto é separada e segue para fermentação em branco, e o restante do mosto que ficou no tanque com as cascas segue a fermentação para resultar em um tinto. O resultado é um rosé mais escuro, mais alcoólico e com mais corpo, considerado por muitos como um subproduto do vinho tinto.

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Victor Calmon
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