O nome biodinâmico tem sua origem no grego bios = vida e dynamis = energia, portanto os criadores do vinho biodinâmico são adeptos da visão simbiótica entre energia física e espiritual, que conectam a natureza e a cultura, o homem e a terra.

A agricultura biodinâmica vai além da técnica agrícola orgânica, fundamentando-se nas ideias do austríaco Rudolf Steiner (1861-1925), fundador da Antroposofia, filosofia que propõe uma forma livre e responsável de pensar e perceber a realidade, bem como, de atuar, respeitando o ser humano e a realidade na qual está inserido, podemos dizer que é uma forma alternativa de agricultura orgânica que combina conhecimentos químicos, geológicos e astronômicos.

Na viticultura biodinâmica, o cultivo das castas de uvas é feito com produtos orgânicos para equilibrar o solo e as videiras. Muitas vezes os vinicultores usam chás naturais para auxiliar na mineração do solo e plantações de rosas entre as videiras para controlar a proliferação de pragas. Acreditam que somente uma terra saudável, com vida, fertilizada naturalmente pelos seus próprios ciclos internos e pela sua biomassa é capaz de produzir boas uvas. Além disso, a colheita das uvas e o engarrafamento do vinho é realizado de acordo com os ciclos lunares.

No processo de vinificação o uso de sulfitos não é proibido, mas, de modo geral, quando é usado as quantidades são muito pequenas e ocorre, principalmente antes do engarrafamento.

Se você deseja experimentar um vinho biodinâmico, os especialistas indicam os da vinícola Nicolas Rousset , como o Colomé Malbec Lote Especial 2010 (Argentina) e o De Martino Viejas Tinajas Cinsault 2013 (Chile). Entre os espumantes, Raventós L’Hereu i Blanc Brut 2011 (Espanha)

 

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Victor Calmon
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