Os rótulos brasileiros, em especial os espumantes, têm recebido destaque, em veículos de referência no segmento de bebidas, na imprensa internacional. Um exemplo são duas matérias, com alusões elogiosas aos nossos vinhos e espumantes, na edição de outubro da revista inglesa Decanter.

A matéria que discorre sobre a produção de espumantes nos países da América do Sul, destaca a grande diversidade e os micro terroirs propícios para a produção da bebida no Brasil. Considera  a Serra Gaúcha a principal região produtora, tece elogios ao moscatel, à leveza dos espumantes elaborados pelo método Charmat e,  ainda,  à complexidade das borbulhas elaboradas nas localidades mais altas da Serra Gaúcha.

Na mesma edição da Decanter, Dirceu Vianna Júnior, Master of Wine brasileiro indica 18 produtos vitivinícolas brasileiros:  oito espumantes, seis vinhos tintos e quatro brancos das regiões da Serra e Campanha Gaúcha, e de novas fronteiras como Planalto Catarinense e região Noroeste de São Paulo.

Portal e blogs de especialistas norte-americanos, também, trazem elogios aos nossos rótulos. O portal Liquor.com, publica matéria que resultou da visita do jornalista norte-americano Brad Japhe, no verão deste ano, à Serra Gaúcha. Ele afirma ter ficado impressionado com os vinhos que degustou e ainda, nos aconselha a explorar mais o vinho nacional, pois certamente descobriremos mais do que esperamos.

Já a participação da canadense Liz Thach , Master of Wine americana, no Congresso Latino-Americano de Enoturismo, em junho deste ano,  resultou na publicação de um artigo  sobre o vinho e  a enogastronomia brasileira. Ela visitou nove vinícolas, cinco restaurantes e outros empreendimentos enoturísticos, e destacou a vocação brasileira para a elaboração de espumantes – o seu vinho-ícone. No seu blog Wine Travel Stories, elencou 10 pontos sobre a história da bebida no Brasil e destacou a leveza, a característica frutada e alegre dos produtos brasileiros.

Segundo dados do IBGE, a área cultivada com videiras no Brasil é de pouco mais de 80 mil hectares, dos quais 50 mil estão no Rio Grande do Sul. As propriedades agrícolas são de extensão reduzida, com predomínio da  agricultura familiar.

Mais de 80% das variedades de uvas são americanas e híbridas. Uvas destinadas para o consumo, para a produção de sucos de uva, e para a produção de vinhos de mesa. As mais cultivadas no Brasil, em ordem decrescente, são: Isabel, Bordô, Niágara Branca e Concord.

Os outros vinhedos, cerca de 20%, são ocupados por cepas da espécie Vitis vinifera, ou seja, uvas tradicionalmente consideradas viníferas, utilizadas para a produção de vinhos finos, como denomina a legislação brasileira.

A mais cultivada é a Moscato Branco, utilizada principalmente na elaboração de vinhos secos finos moscatéis e do moscatel espumante, considerado o representante mais notório da vitivinicultura brasileira. Em seguida vêm Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay e Tannat.

 

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Victor Calmon
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