Neste final de semana uma amiga me fez algumas perguntas, dentre elas: “Como se escolhe o vinho ideal?”. Elas me inspiraram a escrever esta matéria.

Realmente, de modo geral, quando se chega na adega do supermercado o sommelier, que quer ajudar na escolha do melhor vinho para determinada ocasião, pergunta:

Mais ou menos alcoólico?

Tem preferência por mais jovem ou mais velho?

Qual prato será servido?

Com a intenção de descomplicar, vamos responder estas perguntas para que você saiba responder ao somellier de forma a possibilitar que você adquira o vinho ideal, sem risco de se arrepender.

Mais ou menos alcoólico?

De forma geral, o teor alcoólico fica entre os 10 e 15%. Mas para aqueles mais fortes, como o famoso Porto, esse valor pode chegar aos 20% de volume de álcool. De forma

simplificada, quanto mais maduro for o frutomais açúcares ele terá e, consequentemente, maior será a concentração de álcool do vinho. Todos os fatores que influenciam a cultura da uva impactam nessa característica: temperatura localregime de chuvas e até o solo da região.

 Portanto, o que o somellier deseja saber é se você está procurando um vinho doce ou um vinho seco.

Tem preferência por um vinho mais jovem ou mais velho?

Vinhos jovens

Sua composição não exige grande tempo para maturação. Os tipos tintos podem possuir uma vida média de cinco a oito anos; e os brancos, de dois a três anos. São marcados pela forte presença de aromas frutados. Em suas cores predominam o vermelho rubi e o violeta nos tintos, e tons esverdeados ou amarelos nos brancos.

Vinhos Velhos

Por serem ácidos e com alta concentração de açúcar e álcool, costumam ser conservados por anos em barricada de carvalho para suavizar sua tanicidade e ganhar mais corpo. Os tintos de qualidade chegam entre 10 e 15 anos, e os brancos podem chegar a 6 anos. Já os vinhos de guarda, de safras especiais, podem ultrapassar os 50 anos de maturação.

Qual prato será servido?

Como já disse em uma matéria, o mais importante é não se deixar limitar. Como quase tudo na vida, o vinho é uma questão de gosto pessoal. O melhor a fazer é usar o bom senso, moldando a harmonização ao seu gosto, evoluindo aos poucos e se permitindo novas, e quem sabe surpreendentes, descobertas. No final, o mais importante é que as refeições e degustações sejam ocasiões prazerosas e de confraternização. Leia  mais

Concluindo não há mistério na escolha do vinho ideal. Minha amiga  escolheu um Malbec parabéns pela escolha e em breve eu e a Sommelier Raquel Egypto vamos falar das uvas.

  • Os cachos de Malbec que originam esse exemplar são colhidos manualmente e seu nome “Aquí” é uma expressão que reforça sua origem. Direto da terra, de Mendoza, é vinho de grande qualidade, e recebe a assinatura da talentosa enóloga Miriam Gomez.” ( Ana Cristina Fulgêncio, sommelière )

 

 

Curiosidade: Por isso, outro fator importante é a forma com que são fermentadas as uvas. Os vinhos de mesa passam por esse processo somente uma vez. Já os espumantes o sofrem duas vezes, sendo a segunda delas com o objetivo de obter maior gaseificação. Por fim, existem aqueles que recebem uma dose extra de álcool durante a fermentação. São conhecidos como vinhos fortificados.

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Victor Calmon
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